• Deixe-Me Penetrar-Lhe, Por Obséquio –  Porque Sexo Não Combina Com Formalidade
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    Porque Sexo Não Combina Com Formalidade


    Formalidade não combina com sexo. Duvida? Imagine-se, em pleno ato sexual, dizendo: “Você pode me fazer um grande favor e abrir um pouquinho a bundinha para que eu possa penetrá-la com todo o meu carinho?”. Não harmoniza nem um pouco, percebeu? Simplesmente não orna. Qualquer mulher brocha ao se deparar com um “lordismo” fora de hora, ou melhor, em plena hora “H”. Não importa se você é o príncipe de Mônaco ou algum parente próximo da rainha Elizabeth, pois na cama, todos nós precisamos deixar as etiquetas de lado, ou melhor, dentro das roupas espalhadas pelo quarto. Na hora do entra e sai, do vai e vem, por mais que sejamos reis fora das quatro paredes, devemos tirar mais do que as cuecas: precisamos nos despir das coroas invisíveis que insistimos em trajar todos os dias.

    Linguagens demasiadamente cultas, técnicas ou científicas também têm o mirabolante poder de murchar qualquer clitóris desabrochado. Ainda não acredita em mim? Então faça um pequeno teste com sua parceira: comece a noite chupando-a com muito carinho, deixe-a complemente ofegante e quando ela estiver bem perto de ver as estrelas “orgásmicas”, pare abruptamente o delicioso ofício bucal e, sem pestanejar, pergunte a ela se você já pode parar com o cunilíngue. Diga que já está na hora de colocar seu pênis dentro da cavidade vaginal dela. Informe-a que seu pênis está em estado de ereção plena e que está doido para fazer com que seus espermatozoides sejam arremessados para fora de sua uretra. Tenho certeza que ela secará na hora! Já viu alguma mulher com fetiche pelo professor Pasquale? Alguma fêmea já pediu que você vestisse uma fantasia de cientista antes da transa? Provavelmente não. Só utilize a palavra pênis, pinto ou bilau se quiser fazer alguém rir ou quando tiver que dar alguma explicação para sua filha de sete anos. Caso contrário, fará com que sua mulher sinta uma vontade súbita de ver novela, fazer palavras cruzadas, visitar a mãe ou de realizar qualquer outra atividade que não necessite de tesão.

    Peça licença quando quiser ocupar uma vaga na fileira do trânsito, quando for deixar a mesa de jantar, quando quiser passar em meio à multidão, mas nunca faça isso quando quiser entrar na mais bela garagem que eu conheço. Nunca! Leu direitinho? Se não seguir meu conselho, meu caro, então fará com que a palavrinha mágica faça truques que não gostaria nunca de ver. Agradeça sempre que o garçom lhe trouxer o refrigerante e diga obrigado sempre que alguém lhe fizer um elogio, mas na hora em que estiver recebendo um guloso e babão boquete, poupe-a da sua educação. Em um momento assim, o melhor agradecimento que ela pode ouvir é um gemido alto, do tipo que também pode ser escutado em outros fusos horários.

    Na hora do sexo, diferente de outros momentos nos quais sua ordem pode ser vista como abuso de autoridade ou sinônimo de machismo, abuse do tom imperativo. Mande-a ficar de quatro. Diga, no ouvido dela, que a comerá inteira e que ela nada poderá fazer para impedi-lo. Faça-a colocar as mãos na parede e usufrua do potencial “tesônico” que a submissão tem dentro da mente das mulheres. Na hora H, dê ordens sem medo de parecer um policial tarado e, se fora das quatro paredes você souber tratar sua mulher com o devido respeito e entender que só tem direito de ordenar dentro dos deliciosos roteiros sexuais, tenho certeza de que ela acatará seus comandos com a perna trêmula, olhos virados e respiração ofegante.

    Perdoe-me a redundância, mas na cama é preciso chegar chegando. É essencial chegar metendo a boca, a língua, o pau, a mão, os dedos e tudo aquilo que a fizer sentir-se preenchida. Na cama, irmão, você tem total licença poética pra não pedir licença alguma. E lembre-se: se for bater antes de entrar, que seja uma caprichada siririca.


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