• Uma Análise da Fixação Masculina  Pelo Sexo Anal
  • Uma Análise da Fixação Masculina


    Pelo Sexo Anal


    Em meio a promessas de histórias fantásticas em papo de bar e erotismo barato da indústria pornô, passando por infinitas DRs e confissões secretas de desejos e fetiches, está ele: o delicioso prazer do sexo anal. Mais do que uma prática corriqueira e tradicional como o boquete de bom dia, o sexo anal mexe com convicções e explora tabus e elementos de prazer até então desconhecidos. O que a mente feminina pode não entender é essa tara que nós, homens, nutrimos pela entrada mais difícil e limitada ao paraíso. Mas tudo tem explicação.

    Em primeiro lugar, a proposta fisiológica. Imagine você que existe um lugar mais quente e apertado pra confortar o seu amigão. Bem, se você não tiver um, pode pensar em algo que ofereça um envolvimento maior e uma pressão ainda maior sobre o membro do rapaz em questão. Confortável, não? Além disso, todo homem que nunca testou a prática se sente curioso para tal. E daí desenvolve uma fixação pela sua bunda quase igual a de Narciso pela própria imagem. Há quem diga que a rapaziada considera o Lado B um botão de ativação da capacidade feminina de se libertar no sexo – o ápice da intimidade dela. Por engano, os portadores do cromossomo Y se espelham no sexo anal como um libertador da selvageria e da putaria que existe dentro dela. Ledo engano.

    Só que a gente não pode deixar de fora os fatores de desafio e a aprovação. Mais do que prazer por prazer, – que conseguimos muito mais naturalmente pelo sexo comum – está a possibilidade de desafiar limites. Todo homem se sente envaidecido ao superar a prova de fogo de conseguir que sua garota libere o botão. A esperança está em galgar degraus em direção à recompensa final; ao estágio final de entrega feminina. Além do mais, poder pular a parte de fingir que errou de buraco ou que deixou o meninão brincar demais e escapulir de onde deveria estar diminui o desgaste.

    Sexo anal só vai trazer prazer à mulher se ela estiver relaxada, tiver vontade e confiar no parceiro que tem. Pra cabeça de um cara, isso funciona como se ele fosse promovido de cargo na relação. Ele se vê como alguém em quem ela confia bastante, ou se vê como o macho alfa que desperta nela tesão suficiente para que ela queira testar a prática com ele. E daí determinamos brutas relações de poder que podem ou não ser consideradas extramamente machistas. Todo ser humano trabalha numa cadeia hierárquica – ainda que sexualmente. Um homem comendo uma mulher totalmente entregue, nua e de quatro se sente um dominador nato. Mesmo que inconscientemente. O Rei da selva – ou da cama, pelo menos. E, cá entre nós, homem é um bicho bastante competitivo no Reino Animal. Encara tudo como competição, ainda que compita consigo mesmo. No seu eu interior, ao qual chamamos de ego, ele se delicia ao pensar que os ex-namorados dela não tiveram essa liberdade. E que ele foi eleito como um homem digno da descoberta anal dela.

    Sexo por sexo e prazer por prazer, o tabu ainda é bastante discutido nas camas ao redor do mundo – tanto por mentes masculinas quanto por mentes femininas que tentam entender com argumentos práticos o fetiche que existe acerca do sexo anal. Alguns dizem que é uma forma de “presentear” o parceiro, outros dizem que é mais uma das obrigações cotidianas de quem busca prazer a todo custo. No fundo, todos nós já nos pegamos pensando mais profundamente sobre qual seria o papel do sexo anal numa de nossas relações.


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